quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Perfil do Homossexual de Brasília-DF


Eles são de classe média alta, têm formação escolar elevada, são cultos, bem-resolvidos, assumidos e independentes. E não acreditam em Deus.

Pesquisa realizado pelo Núcleo de Pesquisas do Estruturação - Grupo LGBT de Brasília, em parceria com alunos de Relações Públicas do Instituto de Educação Superior de Brasília revelou que 77,3% dos homossexuais assumidos residentes no Distrito Federal não acreditam na existência de alguma Entidade Divina e querem distância dos templos e instituições religiosas



A enquete apontou que:

34,9% dos entrevistados se consideram ateus;

17,1% agnósticos;

15,3% não se definiram nem como uma coisa ou outra;

22.7% seguem princípios cristãos e a maioria destes estão no “armário”;

27,5% têm formação superior;

15,2% dos ouvidos possuem mestrado e

dos 356, 51,1% ganham entre R$ 2 mil e R$ 4 mil, salários compatíveis com os heterossexuais que também vivem na região pesquisada.



"O resultado dessa pesquisa mostra que os homossexuais de Brasília, pelo menos os que aceitam a própria sexualidade e estão bem-resolvidos com ela, estão reagindo a exclusão social promovida pelas instituições religiosas. O afastamento é uma resposta a esta pressão. O que verificamos é que há uma forte relação entre ser assumido e aceitar a própria sexualidade e não fazer parte de nenhuma instituição religiosa. É como se dissessem que não reconhecem a legitimidade de instituições que não os aceitam e pior, os perseguem e os privam d
e direitos", afirmou o coordenador da pesquisa, José Jance Granjeiro.

Síntese: Homossexuais assumidos e bem resolvidos querem distância das igrejas.


Fonte: Estruturação - Grupo LGBT de Brasília

Acessado e adaptado em 21/10/2009

Horário: 18:10

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Video: Homossexualidade é pecado? É escolha?

O video a seguir constrói a relação entre a homossexualidade e a bíblia, e ainda, como os representantes de diversas doutrinas entendem a relação ambígua entre os dois segmentos. Mostra depoimentos de homossexuais e de seus familiares e é finalizado com um desenho animado sobre o tema: "Homossexualidade é uma escolha?".

...






Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=gIuPo8KPr7U
Acesso: 19/10/2009
Hora: 23:50

Quadrinho

O meio de comunicação abaixo traz uma representação de um dos modelos estereotipados da imagem do homosseuxal.




Fonte: http://www.e-jovem.com/junior_final.jpg
Acesso: 19/10/2009
Hora: 23:00

Homossexualidade: genético ou ambiental?

Mayana Zatz é especialista em Ciências Biológias e colunista da revista Veja. Nessa coluna ela aborda as duas vertentes mais polêmicas da homossexualiade: é resultado genétivo ou ambiental? Aborda o assunto com uma linguagem clara e objetiva.

...

Doutora Mayana, o que a senhora pensa sobre as origens da homossexualidade? Estaria ela realmente associada à genética? A psicologia já sabe que um homossexual não se torna homossexual do nada, bem como não pode deixar de sê-lo. Ele nasce assim e morre assim. Diversos animais também apresentam esse tipo de comportamento. Acompanhando o questionamento, do ponto de vista biológico, seria a homossexualidade uma anomalia? Ou seria uma forma de controlar a procriação de uma espécie?

Estudos não são conclusivos
Pesquisas genéticas são difíceis de serem realizadas com seres humanos porque não há como analisar comportamentos de pessoas sem levar em conta o ambiente em que vivem ou foram criados. Além disso, o fato de que pessoas com comportamento homossexual não procriarem dificulta a definição de um padrão de transmissão genética entre gerações. Estudos de gêmeos idênticos que foram separados ao nascer e criados por famílias diferentes poderiam potencialmente trazer informações importantes. Por exemplo, se a concordância (preferência sexual) entre eles for igual à de gêmeos criados juntos, isso apontaria para uma predisposição genética. Entretanto, estudos como esses são difíceis de serem realizados na prática porque requerem amostras muito grandes para terem uma comprovação estatisticamente significante.


Herança multifatorial?
A homossexualidade poderia, por exemplo, obedecer a um padrão de herança multifatorial, onde vários genes interagem com o ambiente para determinar uma característica. Entretanto, a identificação de genes responsáveis por traços multifatoriais é extremamente difícil. Só para se ter uma idéia, até hoje não foram ainda identificados os muitos genes que determinam a estatura e sabe-se com certeza que trata-se de um traço com grande influencia genética. Por outro lado, durante muito tempo, o autismo também era atribuído ao ambiente e hoje sabe-se que o comportamento autístico é uma característica genética, embora a busca para os genes responsáveis ainda continue.


Característica aparece na infância
Apesar da atração pelo mesmo sexo manifestar-se às vezes só na idade adulta, todos nós conhecemos crianças que já demonstravam um comportamento típico do sexo oposto desde a mais tenra idade. Há meninos que gostam de brincar com bonecas ou usar as joias, sapatos de salto ou maquiagens de suas mães e meninas que preferem carrinhos ou brincadeiras violentas, mais agressivas. Muitos deles sofrem, e muito, com isso, porque percebem que são diferentes mas não conseguem mudar suas preferências. Acredito que isso também fale a favor de uma predisposição genética.


Seria uma anomalia?
Na minha opinião, certamente não. Para quem é heterossexual às vezes é difícil entender, mas o fato de observar-se um comportamento semelhante em animais sugere também que existe uma predisposição genética. Eles não sabem o que a sociedade espera deles, o que é considerado "certo" ou "errado". É interessante que em camundongos já foi observado que há um aumento de homossexualismo quando há uma superpopulação - talvez uma forma da natureza de controlar a explosão populacional. Reitero que, ainda que eu pessoalmente acredite que possa haver uma influência genética para a homossexualidade, ainda não existe uma comprovação científica. O avanço nas pesquisas e tecnologias poderá talvez elucidar esse enigma no futuro próximo.


Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/genetica/arquivo/homossexualidade-genetico-ou-ambiental/comment-page-1/

Data: 19/10/2009

Hora: 23:00

"Pesquisa revela que 87% da comunidade escolar tem preconceito contra homossexuais"


Essa reportágem apresenta dados e opiniões públicas colhidos pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, sobre a postura homofóbica adotada por uma maioria esmagadora dos que fazem parte da comunidade escolar, além de abordar e alistar tópicos expositivos de algumas das conseqüências de tal preconceito que é enfrentado diariamente por aqueles que possuem uma orientação sexual diferenciada do que é aceita como "normal".

Os tópicos abordados são bastante interessantes dentre eles estão os seguintes:


Esse vídeo é uma pequena demonstração das conseqüências da homofobia em escolas, lugares conhecidos como centros de conhecimento e que mesmo assim não conseguem manter longe a ignorância que gera preconceitos e sofrimentos psíquicos, por vezes, tão graves que levam ao suicídio e a demais atitudes auto destrutivas.



COMO NÃO CONSEGUI POSTAR O VÍDEO EM TELA ACESSEM PELO LINK ABAIXO, A MESMA COISA, BASTA COPIÁ-LO E COLÁ-LO NO NAVEGADOR.

LINK DO YOUTUBE: http://www.youtube.com/watch?v=E4sPwhPJBi0

Fontes Pesquisadas: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/07/24/ult105u8411.jhtm; http://www.youtube.com/watch?v=E4sPwhPJBi0.
Data: 19/10/2009
Horário: 21:32

TÓPICO: PALAVRAS ENGATILHADAS

Diante de situações como a apresentada, que ocorrem a muito mais tempo do que se imagina e diariamente, por que a psicologia ainda se limita, até onde tenho conhecimento e bastar tentarem efetuar uma pesquisa a respeito para verem que não estou mentindo, a pesquisas marcadas por teorias cerceadas pelo preconceito cultural e pelas tipificações normóticas, propondo estudos que não levam a nada aplicável ou próximo de um estudo concreto sobre a temática? Como ciência que tem por objeto de estudo o que compõem o humano, não seria a orientação sexual e seu impacto social e privado, um dos tópicos a ser estudado com seriedade e imparcialidade científica? Fica o alerta e o incentivo a reflexão aos discentes e aos profissionais da área psicológica a fazerem uso da função social que se espera da nossa atuação, para criarmos conhecimento que auxilie os que enfrentam de alguma forma, os sofrimentos psíquicos advindos de uma orientação sexual diferenciada, sem que esses indivíduos tenham que se aceitarem como doentes ou portadores de alguma anormalidade mental.


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A Revista Contato, elaborada pelo CRP-08 (ou CRP-PR, do Paraná), escolheu como destaque para a edição 65 o tema homofobia.

A matéria trata dos seguintes pontos:

* A retirada da homossexualidade do CID pela OMS e a Resolução 001/99, que proíbe a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas
* Dois depoimentos de pessoas que contam as dificuldades que passaram por causa da discriminação
* A questão da violência dirigida aos homossexuais
* A atuação do psicólogo em Centros de Referências LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais)
* O trabalho que pode ser realizado pelo psicólogo com pacientes homofóbicos
* O trabalho do psicólogo no consultório com paciente que enfrentam dificuldades para assumir a homossexualidade

A entrevista está nas páginas 16 a 21. Aproveitem ela é realmente interessante. Abaixo estão duas opções de link para acesso a revista.

Leia a Revista Contato ed. 65.

http://crppr.tempsite.ws/revistas.php